O GRUPO DOS VINTE, OS ARREDISTAS [também: O Grupo dos Vinte, Os arredistas da Corunha, etc.] Vicente Risco referia-se ao “grupo dos 20, os arredistas” para falar do núcleo duro, mais radicalizado politicamente, do setor irmandinho corunhês. Som os moços e moças nados entre 1890 e 1900, próximos de Ângelo Casal: Vítor Casas, Francisco Abelaira, Maria Miramontes, Alfredo Somoza, Elvira Varela, Federico Samora, as irmás Melendres (Carme e Tulia), Júlio Pita, Bernardino Varela, Carlos Monasterio, Jesus Basteiro, Dores Sueiras, António Martins, os irmás Lemus, Veva Casal, Fernando Blanco, Joám Peres, Josefa Labora, Guilherme Cedrom, Hermitas Pavom, os três irmaos Rodrigues Sábio, Fernando Ossório, Bieito Ferreiro e algum mais.
Umha geraçom que entra a militar nas Irmandades em 1916-1917, de classe meia-baixa e origens trabalhadoras, com base republicana e autodidactas, que farám aliança com os mais velhos do grupo da Corunha contra os mais moderdos. Para Vázquez Souza, “este grupo de ativistas será o que realmente movimente a Irmandade desde fins do ano 18 e o que nos anos vinte e logo a seguir trinta provocará o verdadeiro salto cultural e político da Galiza”.
Umha geraçom que entra a militar nas Irmandades em 1916-1917, de classe meia-baixa e origens trabalhadoras, com base republicana e autodidactas, que farám aliança com os mais velhos do grupo da Corunha contra os mais moderdos. Para Vázquez Souza, “este grupo de ativistas será o que realmente movimente a Irmandade desde fins do ano 18 e o que nos anos vinte e logo a seguir trinta provocará o verdadeiro salto cultural e político da Galiza”.
Pularám pola maior politizaçom das Irmandades, além do plano cultural. Assim o explicará um deles, Vítor Casas, uns anos depois (“Orientacións”, A Nosa Terra, 1-II-1923): “Andou o tempo e o movimento lingüístico foi-se trocando num movimento mais amplo que abarcase todos os aspectos da nossa vida galega. Ademais do labor a prol do idioma começárom as “Irmandades da Fala” a estudar os problemas galegos e mui especialmente o da nossa liberdade política”, e na Assembleia de Lugo aprovam um programa de acçom: “O programa era um programa de verdadeira constituiçom do Estado galego. Desde entom começamos a nos chamar naconalistas, porque o nosso pensamento era o de reconstruir a naçom galega”, e “E começamos a atuar. E veu que nos chamavam arredistas, o que prova o caráter político do nosso movimento”, “definírom-se os campos e pugérom-se em contra nossa os inimigos da nossa liberdade”.
Desde 1917 manterám umha pugna polo poder da Irmandade corunhesa, que dará na expulsom de setor assimilados a La Voz de Galicia e partidários do culturalismo.
No seio das Irmandades, prodigarám-se no excursionismo, teatro em galego, colaboraçom com as escolas de ensinho galego onde adquirirám umha formaçom privilegiada, e também a crítica sarcástica e humorística em várias publicaçons do republicanismo corunhês. Destacarám pol defesa da língua, com performances e sabotagens incluídas a obras de teatro que humilhavam o povo galego, iniciando umha linha que seguirám os pondalianos de Buenos Aires, até chegar aos nossos dias. Em novembro de 1920, sabotarám o drama “Cristobalón”, de Manuel Linares Rivas. Primeiro repartindo o pasquim “Galiza aldraxada”, depois encaminhando-lhe um telegrama no que denunciam que “deprimir espíritu Galicia es obra propia centralistas, no buenos gallegos”, e finalmente passando à açom direta, boicotando a atuaçom, produzindo-se pelejas dentro do teatro (Vítor Casas será ferido num olho), e resultando detidos vários irmandinhos.
















